Líbia completa dez anos de libertação e necessita de oração

Segundo a Portas Abertas, o país é o 4º na classificação da Perseguição Religiosa em 2021


A Líbia completou dez anos de sua libertação do coronel Muammar Kadafi no sábado (23). A população era governada pelo militar desde a evolução de 1969. Em fevereiro de 2011, os líbios iniciaram os protestos nas principais cidades do país que culminaram em uma guerra civil. Atualmente, a região é governada por duas autoridades rivais. Cada facção cria suas próprias regras e, no ambiente fortemente islamizado, os cristãos são vulneráveis.


Os sobreviventes da guerra civil ainda enfrentam dificuldades durante a pandemia de COVID-19, como falta de casas, assistência médica e infraestrutura contra o coronavírus. A população ainda enfrenta o risco de ser atingida por munições não detonadas, como minas terrestres. Com a economia em crise, as pessoas não têm trabalho e os preços dos alimentos básicos aumentaram significativamente, além de muitos terem ficado escassos.


Muitos africanos tentam passar pela Líbia para encontrar refúgio na Europa, mas a maioria é presa em um dos 24 centros de detenção do Departamento de Combate à Imigração Irregular (DCIM). Os dirigentes desses locais são grupos armados que agem como entendem com os prisioneiros. Por isso, é comum relatos de casos de violência, escravidão e abuso sexual contra os refugiados, principalmente os cristãos.


Segundo a Portas Abertas, o país ocupa o 4º lugar na Lista Mundial da Perseguição 2021 e as poucas comunidades cristãs existentes são compostas por imigrantes subsaarianos, trabalhadores norte-americanos, europeus e indianos. A pequena parte do país que é cristã precisa manter a fé em segredo e está proibida de participar de cultos em igrejas oficiais. Porém, a tecnologia tem sido aliada na propagação do evangelho no país, já que muitos têm acesso a programas de TV via satélite e a sites cristãos em árabe.


Da Redação do CPAD News / Com informações Portas Abertas (25.10.21)

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