Conservadorismo religioso atinge cristãos na Turquia

Segundo agência Portas Abertas, o país é o 25º na classificação da Perseguição Religiosa 2021


A Turquia, país que se estende do leste da europeu ao oeste asiático comemora a Proclamação da República no dia 29 de outubro, desde 1923.A data é uma consequência do enfraquecimento do Império Otomano, da derrota na Primeira Guerra Mundial e da ocupação do território pelos países Aliados. Diante desses fracassos, Mustafa Kemal liderou uma resistência que deu início a reformas para a construção de um Estado moderno e laico, no qual a unidade política baseada na religião islâmica dava lugar à nacionalidade.


Mustafa Kemal ocupou a presidência do país e passou a ser chamado também de Atatürk (pai da Turquia, em turco). Ele começou a modernização com a expulsão da família real otomana em março de 1924. O fato foi um sinal de que o país caminhava para ser laico e as mudanças eram irreversíveis. Dentre as principais mudanças estavam a abolição da sharia (conjunto de leis islâmicas) e a adoção de uma adaptação do código civil suíço. Essas alterações legais permitiram que mulheres muçulmanas se casassem com homens de outras crenças e as pessoas pudessem mudar de religião.


Atualmente, a nação ocupa a 25ª posição na Lista Mundial da Perseguição 2021. Os cristãos locais enfrentam a obsessão ditatorial, hostilidade etno-religiosa, opressão islâmica, nacionalismo religioso e opressão do clã. Além disso, cerca de 60 cristãos estrangeiros que viviam no território tiveram as autorizações de entrada no país proibidas. Segundo Yetvart Danzikyan, editor-chefe do jornal armênio de Istambul, Agos, os cristãos se sentem desconfortáveis com a atmosfera islâmica e nacionalista. O jornalista acrescenta que os seguidores de Jesus no país estão apreensivos com as decisões e muitos já pensam em deixar o território.

Com informações Portas Abertas (28.10.21)

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