Afeganistão: regime do medo do Talibã coloca cristãos em risco

Após a ocupação do país pelos talibãs, cristãos são obrigados a seguir sua fé clandestinamente, sob a ameaça de morte


Celso Fonseca / R7



A ocupação e o controle do Afeganistão pelo grupo terrorista Talibã, uma invasão regida por violência, fanatismo e extremismo, escondem um fato que ainda é pouco divulgado na imprensa mundial: a perseguição aos cristãos.


Ao assumir a lei islâmica sharia, o novo governo do Afeganistão impõe sua crença, ceifa os direitos individuais e impede que as pessoas escolham a própria fé.


Pequena minoria entre os quase 40 milhões de habitantes do Afeganistão, os cristãos não chegariam a 12 mil. Eles são alvos da fúria covarde do Talibã, embora suas vidas jamais tenham conseguido seguir em paz, num país de imensa maioria islâmica. Praticar o cristianismo, visto como uma religião Ocidental, sempre implicou em grandes riscos que se amplificaram com a presença radical do Talebã, cujas patrulhas caçam até em suas casas. A tática do Talibã é governar pelo medo.


Bíblias e outras referências cristãs são enterradas, escondidas e descartadas. Utilizando métodos comum a todos regimes totalitários, o Talibã recorre a espiões e informantes que perseguem pessoas que tenham em seus celulares textos bíblicos e as ameaçam de morte. Os cristãos do Afeganistão cada vez mais são obrigados a seguir sua fé de forma clandestina, marginal e sob o a ameaça permanente. Ser cristão num país dominado pelo Talibã se tornou um ato de extremo heroísmo.

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